sábado, 25 de junho de 2011

mulheres emigrantes, vivem irregularmente


Em meio tantos problemas está o tráfico e exploração de mulheres, por um lado o seu fator pode ser a falta de oportunidades de emprego nos países de origem, ou não. Pode ser por grandes promessas fora do país por uma vida melhor, conquistas maiores, necessidade de dinheiro, quem sabe. Devo lembrar que não ocorre somente tráfico de mulheres, mas ocorre também tráfico de crianças, jovens e até mesmo de homens, mas nosso foco principal ainda é o tráfico de mulheres, que se constitui em 80% de pessoas transportadas clandestinamente para fora do país através de fronteiras.
Quando me refiro a tráfico de mulheres, me refiro á mulheres migrantes em situação irregular em outro país, que vão para trabalhar como domésticas, mais principalmente vender seu corpo, ser profissionais do sexo. Mulheres desse porte são excluídas da cidadania, pois não conhecem os seus direitos. Mas o que elas mais querem é melhorar as suas condições de saúde, de trabalho, moradia, educação, entre outras. Pois quando não conseguem em seu país natal, se obrigam a ir tentar essas condições em outros países.
Em muitas vezes, mulheres são enganadas com falsas promessas. Dizem para elas que vão para tal lugar, fazer algo e quando chegam lá, são forçadas a se prostituir, (em média 15 vezes por dia), isso quando não são espancadas brutalmente por não fazer o que eles querem. E quando fazem, não ganham o que queriam ou deveriam. A única coisa que elas ganham em troca é a moradia e a comida, mas em muitas vezes não ganham nem isso, trabalham somente para bancar o patrão (cafetão), as levando a uma miséria maior.
O tráfico de mulher é mais valorizado em outros países quando se trata de jovens de preferência meninas, bonitas, que tiveram poucas relações, mais principalmente as virgens, que tem um valor maior, elas são sempre as mais procuradas. Mas também as jovens pobres, com filhos, sem a mínima condição de se manter.
Ai fica a questão, cadê as condições para que as pessoas vivam com um pouco mais de dignidade? Trabalhando numa coisa certa, justa, sem ter que abaixa a cabeça pra ninguém, pra quando tiver que falar no que trabalha, falar com orgulho e não com medo, vergonha; sem ter que ser humilhado e pisoteado por ninguém; sem ninguém querer ser mais que ninguém, afinal, querendo ou não somos todos iguais, só basta lutar para igualar os direitos também.  

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